A vez da biometria no mundo dos dispositivos móveis

O Touch ID, leitor de digitais do novo iPhone 5S, lançado recentemente no mercado internacional pela Apple, vai se tornar uma tendência em smartphones e ajudará a popularizar a tecnologia biométrica

biometria

Publicado em 4 de outubro de 2013 / News, Tecnologia da Informação, Usabilidade

O Touch ID, leitor de digitais do novo iPhone 5S, lançado recentemente no mercado internacional pela Apple, vai se tornar uma tendência em smartphones e ajudará a popularizar a tecnologia biométrica, que pode se tornar uma grande ferramenta com várias vertentes na seara móvel no futuro. É o que afirma o australiano Terry Hartmann, vice-presidente de Segurança e Soluções de Identidade e Mobilidade da Unisys, em entrevista à imprensa.

O sensor biométrico do iPhone 5S criará uma nova consciência nas pessoas sobre o uso da tecnologia — vaticina Hartmann. — Além disso, a biometria passa a ligar diretamente a identidade da pessoa à segurança, o que não acontece com uma senha ou número de identificação (PIN).

No futuro, os especialistas prevêem a combinação de diferentes modalidades de biometria em dispositivos móveis, o que pode reforçar a segurança especialmente em se tratando do acesso a dados sensíveis do trabalho, já que estes têm caminhado lado a lado com as informações pessoais (especialmente quando os executivos trazem seus gadgets para o ambiente corporativo, na tendência BYOD sigla para “Bring Your Own Device”).

Nos Estados Unidos protótipos de smartphones usando a biometria da íris dos olhos, o que pode ser uma vantagem no futuro, uma vez que essa modalidade de biometria não exige o toque, assim como a biometria de face.

Segurança

A propósito das críticas ao sensor Apple que surgiram na rede com usuários temendo que, como nos filmes, dedos de donos de iPhones poderiam ser decepados para acessar os dados no celular.
Terry Hartmann vice-presidente de Segurança e Soluções de Identidade e Mobilidade da Unisys lembra que isso não seria possível, uma vez que a leitura biométrica do sensor no telefone é feita sob a superfície da pele viva, o que tornaria inútil o uso de um dedo cortado.

O executivo crê que o futuro da biometria pode estar em sua vertente facial, por ser mais barata de implementar, já que pode ser combinada com câmeras pré-existentes. Ele reconhece que alguns vilões da tecnologia podem ser a poeira e a gordura dos dedos, bem como a dificuldade de posicionamento correto das mãos no caso dos sensores usados em bancos, por exemplo. Mas, de todo modo, aponta que o elo direto identidade-funcionalidade é um fator muito mais confiável que outros métodos.

Uma pesquisa da própria Unisys com mais de mil usuários brasileiros revelou este ano que 75% confiam em algum grau na capacidade das tecnologias biométricas para proteger suas transações financeiras, embora 19% se mostrem céticos.

Fonte: O Globo



0 Comentários

Deixe o seu comentário!

Postagens relacionadas