Home office (e até sem office)

Onde você quer trabalhar? Por Cezar Calligaris Na primeira metade dessa década foram escritos no Webinsider vários artigos falando das vantagens do home office. Fazer de um ambiente da sua casa seu escritório, ter mais tempo para a família e deixar de lado problemas como o trânsito era um sonho para muitas pessoas. O sistema, […]


Publicado em 20 de abril de 2009 / News

Onde você quer trabalhar?

Por Cezar Calligaris

Na primeira metade dessa década foram escritos no Webinsider vários artigos falando das vantagens do home office. Fazer de um ambiente da sua casa seu escritório, ter mais tempo para a família e deixar de lado problemas como o trânsito era um sonho para muitas pessoas. O sistema, porém, ainda não estava maduro o suficiente em quesitos como equipamentos, cultura corporativa e legislação trabalhista, e por isso ficou restrito a poucos profissionais de áreas muito específicas.

Recentemente alguns fatores, principalmente relacionados a custos, colocaram o home office novamente em pauta. Primeiro, a popularização da banda larga, dos programas de compartilhar documentos e a facilidade da telefonia VoIP. Segundo, a redução de preços de equipamentos como multifuncionais e de conferência.

Terceiro, o aumento dos problemas da vida em uma cidade, como trânsito e violência. Quarto, a fase de crescimento mundial, que fez com que as empresas se vissem limitadas em espaço físico para crescer. Por último, o fator multiplicador: pessoas que já trabalharam à distância passaram a ocupar cargos-chave permitindo a outras pessoas trabalharem da mesma maneira.

Mais do que isso, a tecnologia permitiu um outro conceito: o “no office”. Imagine o que é possível fazer com um smartphone, um notebook e um modem via celular. Nem em casa você precisa ficar mais.

Alguns exemplos de funcionamento

As soluções de flexibilidade têm sido bem criativas. Alguns exemplos:

* Funcionários trabalhando parcialmente (duas ou três vezes por semana) em casa.
* Funcionários totalmente home office, na mesma cidade ou em locais bem distantes.
* Rodízio: funcionários com notebooks fazem um rodízio durante a semana, indo ao escritório em dias diferentes e dividindo uma mesma mesa.
* Empresas sem escritório, com reuniões em cafés, restaurantes ou escritórios virtuais.
* Empresas com escritórios complementares em localidades diferentes para reduzir custos.

A empresa paga aos funcionários o mobiliário, notebook, impressora, celular, telefone, banda larga, material de escritório e vale-refeição.

Limitações

Alguns lembretes para que o home ou no office deem certo para o funcionário:

* É preciso ter cuidado para não ser “esquecido” pelos superiores, sempre reportando suas atividades e sucessos.
* É preciso manter a troca de informações com as pessoas de sua empresa, assim como o networking. Não se fechar em uma bolha.
* Disciplina é fundamental: se não consegue separar as atividades pessoais das profissionais, desista do home office.
* Gaste somente o necessário. A não ser que você ganhe muito bem, seu escritório em casa não precisa ser aquele da revista de decoração.
* Nada de trabalho 24/7. Livre-se do smartphone quando não estiver trabalhando.
* Cada um trabalha de um jeito. Uns gostam de ouvir música, outros de trabalhar na beira da piscina. É preciso encontrar a sua maneira.

Alguns lembretes para que o home office dê certo para a empresa:

* Sua adoção deve ser voluntária: alguns funcionários podem não se adaptar a esse método ou podem não ter espaço para escritório em casa.
* Tudo à distância é sujeito a problemas de interpretação. Reunião com cliente, por exemplo, tem que ser presencial quando possível. Não precisa ser no escritório, pode ser em um lugar mais agradável.
* Infelizmente a legislação trabalhista ainda é um dos principais problemas. Se um funcionário home office leva seu filho ao médico e trabalha até mais tarde por esse motivo, como a empresa vai provar em caso de uma eventual ação?
* É preciso selecionar os funcionários que terão esse benefício: independência, organização e motivação são fundamentais.
* Contratos e compromissos: formalizar as metas que o funcionário deve alcançar.

Concluindo

O trabalho fora do escritório ainda está bem longe de mudar o mundo. O que tem acontecido ainda não é uma mudança radical, mas uma ampliação da sua aceitação: depois do sucesso da fase experimental, grandes empresas estão aderindo a esse sistema.

É um caminho sem volta e cheio de vantagens: para o funcionário, fugir do trânsito, ter mais liberdade e permitir maior convívio familiar. Para a empresa, aumentar a produtividade do funcionário e reduzir custos fixos.

É cada vez mais comum ouvir histórias de pessoas bem sucedidas em suas atividades feitas longe do escritório. Será que um dia vamos conseguir nos libertar desses mundos fechados que os escritórios se tornaram?

Fonte: Webinsider



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