Como assim, usabilidade?

Há poucos dias atrás, acabei a leitura do livro “Não me faça pensar”do Steve Krug, que aborda de forma clara e inteligente a usabilidade na Web. Com isso, pensei em escrever um outro post sobre o assunto (já que um dos meus primeiros textos  abordava sobre isso) para que pessoas interessadas no tema e que ainda […]


Publicado em 24 de julho de 2009 / Usabilidade

Há poucos dias atrás, acabei a leitura do livro “Não me faça pensar”do Steve Krug, que aborda de forma clara e inteligente a usabilidade na Web. Com isso, pensei em escrever um outro post sobre o assunto (já que um dos meus primeiros textos  abordava sobre isso) para que pessoas interessadas no tema e que ainda não leram esse livro, pudessem através desse novo texto, enxergar o quanto é possível melhorar significativamente os retorno de investimentos em marketing com um bom planejamento de mídia on-line. O texto também vale para quem trabalha com planejamento de mídia off-line estruturando informações.

Boa leitura!

E como assim usabilidade?

“Assegurar-se de que algo funcione bem”

design-niemeyer-cadeira Essa é a definição mais simples que poderia dar significância a palavra usabilidade e ela pode ser aplicada a qualquer tipo de projeto, seja ele na web, em produtos, em impressos, etc. De uma cadeira bem projetada  à  um jornal bem diagramado . A usabilidade seria então uma maneira de otimizar o tempo transformando seu perfeito uso em resultados.

Posso dizer que a usabilidade faz referencia  também na capacidade inconsciente de uma pessoa que nãocapa_o_tempo_20_06_08 entende absolutamente nada do assunto possa, ao ver o produto, entender (até mesmo vagamente) o que aquilo seria, do que estamos falando e por onde começar.

Estocando paciência

Um dos motivos da expansão da web é sua possibilidade de facilitar e agilizar tarefas do dia-a-dia. Quando olhamos sites* procuramos sempre algo que: Lembre vagamente o motivo pelo qual entramos nele e algo que seja possível clicar. O modo de olhar sites também depende: do tempo de paciência do usuário,  no tipo de ação que ele deseja fazer, sua pressa e outros motivos.

Uma hierarquia mal planejada ou rótulos de links mal formulados, fazem surgir dúvidas durante a navegação e cada nova dúvida aumenta nosso trabalho, distraindo conseqüentemente nossa concentração. As dúvidas evoluem de acordo com o nosso estoque de paciência, até o ponto de nos confundir, fazendo-nos escolher outra opção.

A base desse conceito leva o princípio de eliminar perguntas. Por isso, vai uma primeira dica no projeto de sites: comece a questionar os sites que você visita, por exemplo, com a pergunta: Porque eles deram esse nome a isso? Assim você acaba pegando referencias do que não se deve fazer.

A hierarquia visual e o bom uso das convenções

Ao ler um jornal realizo algumas tarefas instantâneas: percorro páginas, seleciono aquilo que interesso e leio. A hierarquia visual on-line ou off-line é instantânea e passa por nós a todos os momentos sem que percebamos que ela existe. O processo de percorrer um veículo  de informação (como o jornal) ocorre de forma tão rápida, que quando as dicas visuais não são claras, obrigamos nosso cérebro awireframe - convençao web pensar que estamos  fazendo isso.

A hierarquia visual prioriza o tempo, fazendo com que selecionemos tudo quase instantaneamente.  Se informações disputam para aparecer, nosso processo de leitura reduz e passamos a um estágio mais lento de tentar achar a informação que vagamente nos interesse.

Para isso, uma das ajudas à usabilidade é a convenção. Aprendemos de forma inconsciente que conhecer as convenções otimiza nosso tempo. De forma inconsciente sabemos que dessa forma é mais rápido percorrer um jornal e selecionar aquilo que queremos ver. Sendo assim, cada meio de comunicação procura criar suas convenções e refiná-las a partir de novas idéias que deram certo, pois as convenções só se tornam convenções se realmente funcionarem.

Áreas bem definidas

Para que uma página seja facilmente utilizada, cada estilo de informação deve estar claramente agrupado. A pressa pela busca da informação possibilita a utilização dessa dica visual.  Alguns exemplos já são bem conhecidos como:

  • A ordem de importância obedece a ordem de “atenção” na página (ex. a logomarca é importante, por isso ela encontra-se do lado esquerdo e com destaque).
  • Links são links, noticias são notícias e assim por diante.  Coisas semelhantes estão próximas (ex.: os links da navegação global estão agrupados em um menu e todos são semelhantes).
  • A ordem de visualização auxilia na hierarquia da página. (ex. se uma foto está ao lado de um texto formando esses dois uma única caixa, concluímos que eles pertencem a uma mesma informação)

Clique aqui!

linksNa projeção de páginas, procure deixar óbvio o que pode ser clicado. As convenções ajudam bem nessa tarefa. Hoje links podem ser definidos por diferentes símbolos, e muitos já são conhecidos pelo usuário, deixar um link sem a aparencia de link é novamente utilizar do estoque de paciência e boa vontade do usuário.

Minimize a confusão.

Confusão visual na internet é o mesmo que uma avenida cheia de outdoors e placas. Tudo parece querer chamar cada vez mais a atenção. O efeito da confusão acaba sendo o cansaço visual que pode assim distrair a atenção do usuário para seu verdadeiro objetivo na página. No livro, Steve dá uma boa dica sobre isso: “É uma boa idéia supor que tudo o que você projetou está confuso até que ao provem o contrário”

Para finalizar…

Diante dessas informações e dicas, é importante ressaltar que em qualquer projeto web, um pouco a mais de esforço, pode melhorar significativamente os resultados em vendas. As vezes uma mudança no formato ou no rótulo de um link, pode resultar em bons retornos financeiros.  Se a mudança possibilitar aumento nas vendas em 1%, considere positivo, esses 1% podem representar milhões.

O que ressalto sempre é no uso das tecnologias para gerar conhecimento e resultados em lucros. A internet é uma boa maneira da pequena empresa estar ao lado da líder de mercado em seu segmento. Um pouco de ajustes, pode representar muito! Pense nisso.

Indico além do livro, indico o texto  “Usabilidade – web 2.0” escrito por mim.

Até a próxima!

Fonte: Bruna Milagres

*Um dos erros na projeção de sites é imaginar que os usuários lerão todas as opções e escolherão assim a melhor. A expressão “olhar sites” feita por Steve em seu livro, foi utilizada pois os usuários olham páginas porque: estão com pressa, sabem que não é preciso ler tudo e que fazem isso a toda hora.


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